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International Anti Occupation Network: Declaração de Le Feyt: A paz no Iraque é uma opção

International Anti Occupation Network

Declaração de Le Feyt: A paz no Iraque é uma opção

Os abaixo assinados, amigos do Iraque vindos da França, Bélgica, Reino Unido, Itália, Espanha, Portugal, Estados Unidos da América, Egipto, Suécia e Iraque, organizados na Rede Internacional Anti-Ocupação (International Anti-Ocupation Network, IAON) e reunidos em Le Feyt, França, de 25 a 27 de Agosto de 2008, adoptaram a seguinte posição e declaração que reflecte o empenho no verdadeiro fim da ocupação e numa duradoura e sustentável paz no Iraque.

A ocupação do Iraque pelos EUA é ilegal e não pode ser tornada legal. Tudo o que decorreu da ocupação é ilegal e ilegítimo e não pode adquirir legitimidade. Estes factos são incontroversos. Quais são as suas consequências?

A paz, a estabilidade e a democracia no Iraque são impossíveis debaixo de ocupação. A ocupação estrangeira opõe-se por natureza aos interesses do povo ocupado, como se prova pelos seis milhões de iraquianos deslocados, tanto dentro como fora do Iraque, pelo assassinato planeado de académicos e outros profissionais e a destruição da sua cultura, e pelos mais de um milhão de mortos.

A propaganda no Ocidente tenta tornar aceitável o absurdo de o invasor e o destruidor do Iraque poder desempenhar o papel de protector do Iraque. O interessado receio de um “vazio de segurança” – usado para perpetuar a ocupação – ignora o facto de o exército iraquiano nunca ter capitulado e formar a coluna vertebral da resistência armada iraquiana. Essa coluna vertebral está preocupada apenas com a defesa do povo iraquiano e da soberania iraquiana. Do mesmo modo, as previsões de guerra civil ignoram o facto de que a população iraquiana rejeita esmagadoramente, em número e em empenho, a ocupação e assim continuará a fazer.

No Iraque, o povo iraquiano resiste à ocupação por todos os meios, de acordo com a lei internacional1. Só a resistência popular pode ser reconhecida como expressão e como defesa da vontade e dos interesses do povo iraquiano. Até agora os EUA permanecem cegos a esta realidade, na esperança de que uma “ofensiva diplomática”, na sequência da ofensiva militar, estabilize o governo que impuseram ao Iraque. Independentemente de quem venha a ganhar a próxima eleição presidencial norte-americana, os EUA nunca conseguirão alcançar os seus objectivos imperiais e as forças que impõem ao Iraque estão em oposição com os interesses do povo iraquiano.

No Ocidente, há quem continue a justificar a negação da soberania popular com a chancela da “guerra ao terror”, criminalizando não apenas a resistência2, mas também a assistência humanitária a um povo cercado. De acordo com o direito internacional a resistência iraquiana constitui um movimento de libertação nacional. O reconhecimento da resistência iraquiana é, portanto, um direito, não uma escolha3. A comunidade internacional tem o direito de recusar o reconhecimento do governo imposto ao Iraque pelos EUA e de reconhecer a resistência iraquiana.

É evidente que o Iraque não pode recuperar estabilidade duradoura, unidade e integridade territorial enquanto a sua soberania não estiver garantida. É igualmente evidente que a ocupação pelos EUA não pode ser inocentada tentando passar responsabilidades para os vizinhos do Iraque. Um pacto de não agressão, desenvolvimento e cooperação entre um Iraque libertado e os seus vizinhos imediatos é o meio óbvio de alcançar essa estabilidade4. Na posição geopolítica de charneira que ocupa, e considerados os seus recursos naturais, um Iraque libertado, pacífico e democrático é fulcral para o bem-estar e o desenvolvimento dos seus vizinhos. Todos os vizinhos do Iraque deveriam reconhecer que a estabilidade do Iraque serve os seus próprios interesses e comprometer-se em não interferir nos seus assuntos internos.

Se a comunidade internacional e os EUA estão interessados na paz, na estabilidade e na democracia no Iraque deveriam reconhecer que só a resistência iraquiana – armada, civil e política – as pode alcançar ao assegurar os interesses do povo iraquiano. A primeira exigência da resistência iraquiana é a retirada incondicional de todas as forças estrangeiras que ocupam ilegalmente o Iraque – incluindo os agente privados – e a desmobilização de todas as forças armadas organizadas pelos ocupantes.

O movimento iraquiano contra a ocupação – em todas as suas expressões –, na medida em que defende o povo iraquiano, é a única força com poder para garantir a democracia no Iraque. Todo o leque deste movimento concorda que, depois da retirada dos EUA, um governo administrativo temporário deverá ser encarregado de duas tarefas: preparar as condições para eleições democráticas e reconstituir o exército nacional. Uma vez cumpridas estas tarefas, o governo administrativo seria dissolvido, deixando as decisões acerca de indemnizações, desenvolvimento e reconstrução para um governo soberano e livremente eleito num Estado de todos os cidadãos, sem discriminações religiosas, étnicas, confessionais ou de género.

Todas as leis, contratos, tratados e acordos firmados sob ocupação são inequivocamente nulos e vazios. De acordo com o direito internacional e com a vontade do povo iraquiano, a total soberania sobre o petróleo iraquiano e sobre todos os recursos naturais, culturais e materiais permanece nas mãos do povo iraquiano, em todas as suas gerações, passadas, presentes e futuras. Todo o movimento iraquiano contra a ocupação concorda que o Iraque deverá vender o seu petróleo no mercado internacional a todos os Estados que não estejam em guerra com o Iraque e conforme as obrigações do Iraque como membro da OPEP.

A invasão de 2003 pelos EUA foi e continua a ser ilegal e o direito sobre a responsabilidade do Estado exige que os Estados recusem reconhecer as consequências dos actos estatais ilegais5. A responsabilidade dos Estados também inclui o dever de reparar. Devem ser pagas indemnizações por todos os Estados e actores não estatais que lucraram com a destruição e a pilhagem do Iraque.

O povo iraquiano anseia por uma paz duradoura. Na base das conclusões do Tribunal Mundial sobre o Iraque realizado em Istambul em 20056, e reconhecendo o tremendo sofrimento do povo iraquiano agredido, os signatários desta declaração apoiam os supracitados princípios para a paz, a estabilidade e a democracia no Iraque.

A soberania do Iraque está nas mãos do seu povo resistente. A paz no Iraque é simples de atingir: incondicional retirada dos EUA e reconhecimento da resistência iraquiana que representa por definição a vontade do povo iraquiano.

Apelamos a todos os povos do mundo amantes da paz para apoiarem o povo iraquiano e a sua resistência. O futuro da paz, democracia e progresso no Iraque, na região e no mundo dependem disso.

Membros da Rede Internacional Anti-Ocupação7:

Abdul Ilah Albayaty, membro do Comité Executivo do BRussells Tribunal, França – Iraque
Hana Al Bayaty, coordenadora da Iniciativa Iraquiana Internacional para os Refugiados, França – Egipto
Dirk Adriaensens, membro do Comité Executivo do BRussells Tribunal, Bélgica
John Catalinotto, International Action Center, EUA
Ian Douglas, coordenador da Iniciativa Internacional para Processar o Genocídio dos EUA no Iraque, Reino Unido – Egipto
Max Fuller, autor the ‘For Iraq, the Salvador Option Become Reality’ and Crying Wolf, death squads in Iraq, Reino Unido
Paola Manduca, cientista, Comité Novas Armas, Itália
Sigyn Meder, membro da Associação de Solidariedade com o Iraque em Estocolmo, Suécia
Cristina Meneses, membro do Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque), Portugal
Mike Powers, membro da Associação de Solidariedade com o Iraque em Estocolmo, Suécia
Manuel Raposo, membro do Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque), Portugal
Manuel Talens, escritor, membro de Cubadebate, Rebelión e Tlaxcala, Espanha
Paloma Valverde, membro da Campanha Espanhola contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque (CEOSI), Espanha.

27 de Agosto de 2008

Le Feyt, França

International figures who join us in our commitment to a true end to the occupation and to a lasting, sustainable peace in Iraq

Ramsey Clark, former U.S. Attorney General, international human rights activist, founder of the International Action Center – USA
Admiral Vishnu Bhagwat, former Chief of Naval Staff — India
Cynthia McKinney, Green Party US Presidential CandidateUSA
Denis Halliday, Former UN Assistant Secretary General & United Nations Humanitarian Coordinator for Iraq 1997-98 – Ireland
Hans von Sponeck, Former UN Assistant Secretary General & United Nations Humanitarian Coordinator for Iraq 1998-2000 – Germany
François Houtart, Director of the Tricontinental Center (Cetri), spiritual father and member of the International Committee of the World Social Forum of Porto Alegre, Executive Secretary of the Alternative World Forum, President of the International League for rights and liberation of people and president of the BRussells Tribunal – Belgium
Socorro Gomes, Chairwoman of WPC – World Peace Council and of Cebrapaz – Brazilian Center of Solidarity with Peoples and Struggle for Peace – Brazil
José Francisco Gallardo Rodríguez, General Major and PhD. in Public Administration – Mexico
Manik Mukherjee, Deputy, International Affairs, Socialist Unity Center of India, General Secretary, International Anti-imperialist and People’s Solidarity Coordinating Committee – India
Eduardo Galeano, Essayist, journalist, historian, and activist – Uruguay
Harold Pinter, Author, Nobel Prize in Literature 2005 – UK
James Petras, Author – USA
Jan Myrdal, Author – Sweden
Michael Parenti, Author – USA
Peter Curman, Author – Sweden
Rosa Regàs, Author – Spain
Santiago Alba Rico, Author, philosopher, member of Rebelion, Spain – Tunisia
William Blum, Author, USA
Issam Chalabi, former Iraqi Oil Minister, Iraq/Jordan
Dr. Omar Al Kubaisy, senior iraqi cardiologist, anti occupation politician and activist on iraq health & medical situation
Dr. Saeed H. Hasan, Former Iraqi Permanent Representative to the United Nations – Iraq
Dr. Saadallah Al-Fathi, former head of the Energy Studies Department at OPEC – Iraq
Salah Omar Al Ali, ex iraqi minister/ex Iraq’s ambassador to UN
Faruq Ziada, Former Iraqi Ambassador
Majid Al Samarai, former Iraqi ambassador
Wajdi A. Mardan, writer and Iraqi Diplomat
Naji Haraj, former Iraqi diplomat, human rights activist
Ridha Al Ridha, President of Iraqi Ja’fari shiits association: Al Ja’faria
Hassan T. Walli Aydinli, President of the Committee for the Defence of the Iraqi Turkmens’ Rights – Belgium-Iraq
Saif Al din Al Douri, Iraqi writer and researcher
Sabah Al-Mukhtar, President of the Arab Lawyers Association – Iraq / UK
Mohammed Younis Alobaidi, Oil Expert, Petroleum Consultancy Group (PCG) Board Member
Prof. Dr. Zuhair Al Sharook, Former President of Mosul University, Iraq
Dr. Abdul Razaq M. Al Dulaimi, Dean of college of communication in Baghdad before the invasion
“Hana Ibrahim”, Chair of Women’s Will Organisation – Iraq
Mohammed Aref, Science writer – Iraq / UK
Muhamad Tareq Al-Deraji, Director of Monitoring net of human rights in Iraq – President of CCERF – Fallujah
Dr. Mousa Al-Hussaini, Iraqi Writer
Buthaina al Nasiri, author and activist, iraq-egypt
Dr. Souad Naji Al-Azzawi, Asst. Prof. Env. Eng. – University of Baghdad – Iraq
Mundher Al-Adhami, Research Fellow at Kings College London – Iraq / UK
Nermeen Al-Mufti, Former co-director of Occupation Watch – Journalist – Iraq
Salam Musafir, Iraqi author and journalist based in Russia
Wafaa’ Al-Natheema, independent journalist, activist, founder of the Institute of Near Eastern & African Studies (INEAS), filmmaker, author of “Untamed Nostalgia – Wild Poems”
Hisham Bustani, Writer and Activist, Secretary – Socialist Thought Forum, Jordan
Nada Kassass, activist, Egypt
Arab Lotfy, artist and activist, Resistance Alliance, Lebanon- Egypt
Dr Sahera Al Abta, Academic,Doctor in biology,Faculty of Sience,Iraq/Amman
Sabah Al-Khozai, Academic & Politician
Yihia Abu Safi, searcher and activist, committies RIGHT TO RETURN palestinian, member of Resistance Alliance-Cairo
Dr. Mahmoud Khalid Almsafir, Ass. Prof. International Economics, Kuala Lumpur, Malaysia
Ghali Hassan, Independent writer living in Syndey, Australia
Yasar Mohammed Salman Hasan, computer science and business management – UK
Abdul Wahab Hamid Rashid, Iraq/Sweden
Asma Darwish Al-Haidari, Economist and Activist – Amman
Dr. Curtis F.J. Doebbler, International Human Rights Lawyer – USA
Karen Parker, Attorney , Association of Humanitarian Lawyers, partners of the BRussells Tribunal – USA
Niloufer Bhagwat, Vice President of Indian Lawyers Association – Mumbai / India
Amy Bartholomew, Law professor – Canada
Jennifer Van Bergen, journalist, author writing about civil liberties, human rights and international law, law lecturer at the Anglo-American University in Prague
Ana Esther Ceceña, Researcher/professor in geopolitics, National Autonomous University of México, Director of the Geopolitics Latinamerican Observatory – Mexico
Ángel Guerra Cabrera, journalist and professor – Cuba
April Hurley, MD, Iraq Peace Team, Baghdad 2003 – California, USA
Azildin Bin Hussain Al Qutamil, Arab Avant Guard-blog – Tunis
Dr. Bert De Belder, Coordinator Intal & Medical Aid For The Third World – Belgium
Carlos Fazio, journalist and academic – Mexico
Carlos Taibo, professor of Political Sciences, Madrid Autonomous University – Spain
Carmen Bohorquez, philosopher, Coordinator of the network of networks In Defense of Humanity – Venezuela
Dr. Chandra Muzaffar, President of JUST International – Malaysia
Claudio Moffa, Professor of History – Italy
Corinne Kumar, Secretary General of El Taller International – Tunesia / India
Dahr Jamail, independent journalist, author: Beyond the Green Zone: Dispatches from an Unembedded Journalist in Occupied Iraq – USA
David Miller, Professor of Sociology at Strathclyde University, co-founder of Spinwatch – UK
Dirk Tuypens, Actor – Belgium
Elias Davidsson, composer, international law scholar and activist for 9/11 truth – Germany
Eric Goeman, coordinator ATTAC – Belgium
Fausto Giudice, Writer, translator, activist, member of Tlaxcala – Italy/France
Felicity Arbuthnot, Journalist – UK
Frank Vercruyssen, Actor, TG Stan – Belgium
Dr. Gideon Polya, scientist, author of Body Count, Global avoidable mortality since 1950, Australia
Gie van den Berghe, professor University of Ghent – Belgium
Gilad Atzmon, Musician, writer, pro-Palestinian activist – UK
Gilberto López y Rivas, anthropologist – Mexico
Prof. Hedvig Ekerwald, Dept of Sociology, Uppsala University – Sweden
Prof. Em. Herman De Ley, Em. Prof. Ghent University, Ex-director of Centre for Islam in Europe – Belgium
Isaac Rosa, Writer – Spain
James E. Jennings, PH.D., President , Conscience International, Inc., a humanitarian aid and human rights organization working primarily in the Middle East; and Executive Director, US Academics for Peace, a group of university professors dedicated to dialogue among civilizations – USA
Jean Pestieau, Professor Emeritus, Catholic Univercity of Louvain (UCL), Belgium
Joachim Guilliard, Journalist, Anti-war movement – Germany
John Saxe-Fernández, Professor of political science, National Autonomous University – México
Jos Hennes, Publisher EPO – Edition House – Belgium
José Reinaldo Carvalho, Journalist, politologue, Relations Internationales, Cebrapaz – Centre Brésilien Pour la Solidarité avec les Peuples et la Lutte pour la Paix – Brazil
Kris Smet, Former Journalist – Belgium
Larry Holmes, Troops Out Now Coalition – USA
LeiLani Dowell, Fight Imperialism, Stand Together – USA
Prof. Dr. Lieven De Cauter, philosopher, K.U. Leuven / Rits, initiator of the BRussells Tribunal – Belgium
Lolo Rico, screenwriter – Spain
Ludo De brabander, Vrede, Peace Organisation – Belgium
Luz Gomez Garcia, Lecturer. Universidad Autonoma de Madrid – Spain
Manlio Dinucci, journalist Il Manifesto – Italy
Marc Vandepitte, philosopher – Belgium
Maria McGavigan, Institute for Marxist Studies, Brussels
Dr Mario Novelli, Lecturer in International Development, University of Amsterdam, Netherlands
Maruja Torres, writer and journalist – Spain
Mary Rizzo, Writer, translator, pro-Palestinian activist, member of Tlaxcala – USA/Italy
Mathias Cederholm, historian University of Lund, member in the Iraq Committe in Malmö, Sweden
Merry Fitzgerald, Europe-Turkmens of Iraq Friendships – Belgium
Michel Chossudovsky, economics professor and director, Centre for Research on Globalization (CRG) – Canada
Michel Collon, author, journalist – Belgium
Miguel Álvarez Gándara, member of SERAPAZ – Mexico
Mohamed Larbi Benotmane, law professor, Mohamed V University (Rabat).
Dr. Nayar López Castellanos, National Autonomous University of México – Mexico
Pascual Serrano, journalist, member of Rebelion – Spain
Paul Vanden Bavière, Former journalist De Standaard, publicist and editor of webzine Uitpers – Belgium
Pedro Monzón, Professor, Coordinator of the Cuban Chapter In Defense of Humanity – Cuba
Dr. Pol De Vos, Public Health Researcher – Peace movement, Belgium
René Naba, journalist, writer – France
Robin Eastman-Abaya, physician and human rights activist – USA
Prof. Rudi Laermans, sociologist, Catholic University of Leuven – Belgium
Sara Flounders, co-director of the International Action Center
Sarah Meyer, Independent researcher living in Sussex – UK
Saul Landau, scholar, author, commentator, and filmmaker on foreign and domestic policy issues, fellow of the Institute for Policy Studies – USA.
Sköld Peter Matthis, ophthalmologist – Sweden
Stephan Galon, ABVV Trade-Union Secretary / Permanent Syndical Centrale Générale FGTB – Belgium
Stéphane Lathion, swiss scholar (Fribourg University) – President of the GRIS (Research Group on Islam in Switzerland).
Stephen Eric Bronner, Professor of political science, Rutgers University – USA
Stevan Kirschbaum, Chair Grievance Committee United Steel Workers 8751 – USA
Steve Gillis, Vice President, United Steel Workers Local 8751 – USA
Teresa Gutierrez, May 1st Coalition for Immigrant and Worker Rights Co-Coordinator and Deputy Secretary General International Migrant Alliance (organizations for ID only) – USA
Dr. Thomas M. Fasy, MD PhD, Clinical Associate Professor, Mount Sinai School of Medicine – USA
Víctor Flores Olea, writer and political scientist – Mexico

Endorsing Organisations

All India Anti-imperialist Forum – India
BRussells Tribunal – Belgium
CEOSI – Spain
Conscience InternationalUSA
El Taller International – Tunesia
INTAL – Belgium
International Action CenterUSA
International Anti-imperialist and People’s Solidarity Coordinating Committee
The Iraq Solidarity Association in Stockholm (IrakSolidaritet) – Sweden
Medical Aid For The Third World – Belgium
Muslim Peacemaker Teams – Iraq
Palestine Think Tank (Free Minds for a Free Palestine)
Tlaxcala, The Translators’ (Global) Network for Linguistic Diversity
US Academics for PeaceUSA
World Courts of Women

We encourage the international peace movement, civil society and politicians to follow their example

Notas

1 O direito de autodeterminação, independência nacional, integridade territorial, unidade nacional e soberania sem interferência externa tem sido afirmado numerosas vezes por diversos organismos da ONU, incluindo o Conselho de Segurança, a Assembleia Geral e a Comissão para os Direitos Humanos, pela Comissão do Direito Internacional e pelo Tribunal Internacional de Justiça. O princípio de autodeterminação estabelece que onde actos de violência tenham sido cometidos para suprimir este direito, a força pode ser usada para contrariar esses actos e alcançar a autodeterminação. A Comissão dos Direitos Humanos tem reafirmado repetidamente a legitimidade da luta contra a ocupação por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada (Resolução da CDH N.º 3 XXXV, de 21 de Fevereiro de 1979 e Resolução da CDH N.º 1989/19, de 6 de Março de 1989). Explicitamente, a Resolução 37/43 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adoptada em 3 de Dezembro de 1982 “Reafirma a legitimidade da lutas dos povos pela independência, integridade territorial, unidade nacional e libertação de dominação colonial e estrangeira e ocupação estrangeira por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada.” (Ver também as Resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas 1514, 3070, 3103, 3246, 3328, 3382, 3421, 3481, 31/91, 32/42 and 32/154).

2 O Artigo 1(4) do 1.º Protocolo Adicional das Convenções de Genebra, 1977, considera as lutas pela autodeterminação como situações de conflito armado internacional. A Declaração de Genebra sobre Terrorismo estabelece: “Como tem sido repetidamente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, os povos que lutam contra a dominação colonial e a ocupação estrangeira e contra regimes racistas no exercício do seu direito de autodeterminação têm o direito de usar a força para alcançar os seus objectivos no quadro do direito humanitário internacional. Tal legítimo uso da força não pode ser confundido com actos de terrorismo internacional.”

3 Os movimentos de libertação nacional são reconhecidos como consequência do direito de autodeterminação. No exercício do seu direito de autodeterminação, os povos sob dominação colonial e estrangeira têm o direito de “lutar… e procurar e receber apoio, de acordo com os princípios da Carta” e em conformidade com a Declaração sobre Princípios da Lei Internacional respeitantes às Relações de Amizade e Cooperação entre Estados. É nestes termos que o Artigo 7 da Definição de Agressão (Resolução da Assembleia Geral 3314 (XXIX) de 14 de Dezembro de 1974) reconhece a legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira. O reconhecimento pela ONU da legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira ou ocupação está de acordo com a proibição geral do uso da força consagrada na Carta da ONU na medida em que um Estado que subjuga pela força um povo a dominação colonial ou estrangeira está a cometer um acto ilegal como define o direito internacional, e o povo subjugado, no exercício do seu inerente direito de legítima defesa, pode lutar para defender e alcançar o seu direito de autodeterminação.

4 A Declaração sobre Princípios da Lei Internacional respeitantes às Relações de Amizade e Cooperação entre Estados (Resolução da assembleia Geral 2625 (XXV)) cita o princípio de que “Os Estados abster-se-ão nas suas relações internacionais da ameaça de uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outro procedimento contrário aos propósitos das Nações Unidas.” Individual e colectivamente, o Iraque e os seus vizinhos comprometer-se-iam a abster-se do uso da força ou da ameaça do uso da força, de facilitar o uso da força ou a ameaça do uso da força por outros actores, e abster-se-iam de qualquer forma de interferência nos assuntos de outros Estados. Individual e colectivamente, o Iraque e os seus vizinhos empenhar-se-iam igualmente na cooperação e desenvolvimento na base da negociação, arbitragem e vantagem recíproca.

5 O Artigo 41(2) do Projecto de Artigos sobre a Responsabilidade do Estado da Comissão do Direito Internacional das Nações Unidas, que representa o Estado de direito internacional (adoptado pela Resolução da Assembleia Geral da ONU 56/83, de 28 de Janeiro de 2002, “Responsabilidade dos Estados por Actos Ilegais Internacionais”), impede os Estados de beneficiarem dos seus próprios actos ilegais: “Nenhum Estado reconhecerá como legal uma situação criada por uma séria quebra [de uma obrigação decorrente de uma norma peremptória do direito internacional geral]”; Secção III, Resolução da Assembleia Geral da ONU 36/103 de 14 de Dezembro de 1962, “Declaração sobre a Inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos Assuntos Internos dos Estados”.

6 Declaração do Júri de Consciência, Tribunal Mundial sobre o Iraque, Istambul, 23-27 de Junho de 2005.

7 A Rede Internacional Anti-Ocupação é uma coligação de grupos em solidariedade com o povo iraquiano e com a soberania iraquiana e contra a ocupação do Iraque conduzida pelos EUA. Foi estabelecida em Abril de 2006, em Madrid, no Seminário Internacional sobre o Assassinato de Académicos e Profissionais de Saúde Iraquianos, cuja resolução final pode ser lida aqui.

Divulgue amplamente esta declaração, por favor.

Tradução: Tlaxcala

International Anti Occupation Network

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